"Sitezinho" incrível esse do YouTube. Se você ainda não conhece, está passando da hora. O propósito do site é possibilitar que as pessoas coloquem seus videos na internet (claro, existem regras - se elas são obedecidas ou não... bom, isso ai é outro papo): "Broadcast yourself".
Não tinha como sair de viagem sem deixar aqui um exemplo de algo que pode ser encontrado por lá. É cada um (video) melhor que o outro.
Acredito que para a maioria esmagadora da população mundial uma eliminação na Copa do Mundo é algo triste. Bom, eu sou um daqueles que comunga desse pensamento. Eu sei que não é das melhores coisas do mundo. É dificil ver um time como o Brasil jogando uma "bolinha" de nada e sendo comandado (se é que pode ser dito isso) pelo pai do Kiko (ou você nunca reparou a semelhança do Parreira com o amigo do Chaves?).
Enfim, hoje chegou o dia. Fomos eliminados pela França. Depois de 90 minutos de sofrimento, mais por ver o time penta-campeão mundial apático e impotente diante de uma França composta por jogadores "descendo a serra" e outros inexperientes que, em seu melhor dia e em condições normais, nunca venceriam o Brasil. Pois é, hoje eles nos venceram. Nos venceram com um futebol "meia-boca" que ainda depende do camisa 10, Zidane.
Jogamos mal. Aliás, alguém viu o time em campo? Eu vi quatro jogadores apenas: Zé Roberto, Lúcio, Juan e Dida. Eles foram nessa Copa o tal "Quadrado Mágico" de que tanto se falava? Bom, na minha opinião, sim. Na verdade, "mágico" é uma palavra muito forte, mas que eles foram gratas surpresas do Brasil, isso sim. O primeiro pela disposição que demonstrou em campo. Se não fosse por ele, os jogos contra a Austrália e a Croácia, possivelmente, teriam sido bem diferentes. Lúcio e Juan formaram uma respeitada dupla de zagueiros. Seguros, firmes e precisos, foram raros os momentos de afobação e desepero dos defensores (momentos esses com os quais já havíamos acostumados pelas inúmeras atuações pela seleção). O Dida foi ele mesmo. Sempre seguro entre as traves, sem jeito saindo do gol, evitou o que poderia ter sido uma tragédia e, possivelmente, uma eliminação precoce do Brasil (como se voltar para a casa antes da final não fosse precoce). De qualquer forma, não estou aqui para ficar elogiando o time ou falando das atuações desse ou daquele jogador. É chato e já estamos fora. Dessa vez, eliminados nas quartas de final. "Best Eight". Bom, pode ficar com esse "Best Eight" pra você Parreira! Eu não quero.
Acho que o Brasil se lascou quando contratou o Parreira. Afinal de contas, quem no mundo não sabia que ele é um retranqueiro de marca maior? Eu já disse isso antes. Fica dificil jogar contra a França (ou qualquer outro time) quando somente 4 jogadores estão ligados no jogo e até o técnico do seu time é sempre o maior reforço do adversário. Nem comento a declaração do Parreira quando diz que "Quando se ganha uma Copa do Mundo as pessoas dizem que é por causa do talento dos jogadores, quando se perde a culpa é do técnico". É mesmo, Parreira? Será porque, né?
Mas ele, o Parreira, tem seus méritos. Afinal de contas, quem, além do Levir Culpi (mas esse seria vice-campeão) conseguiria não vencer a Copa do Mundo com o time e os jogadores que o Brasil tem disponíveis? Só mesmo alguém genial. É algo como se o Quentin Tarantino conseguisse fazer um filme sem sangue ou que o Senna não conseguisse colocar o pé no acelerador. É algo que foge o normal. É realmente um "fenômeno"! Futuros técnicos de futebol, memorizem tudo o que o Parreira faz e já fez e, depois, façam exatamente ao contrário!
É foda. Hoje, bom durante a Copa, vi o meu time jogar feio. Feio não. Feio era o Sloth do filme Goonies! Foi horrivel! É triste ver que um bando de gente - representando o Brasil - que ganha para jogar futebol (e ganha muuuuuito dinheiro) fazer papel de palhaço em campo enquanto muitos pessoas pagariam para ter uma mísera oportunidade na seleção ou mesmo ajudar de alguma forma o time. E digo ajudar, porque dos onze em campo, 7 estavam atrapalhando. É dificil ver um time de "zilhonários" que tiram o pé de uma dividida porque não podem machucar, que reclamam das chuterias feitas especialmente para seus pés, que ficam mais de uma semana em uma pequena cidade do interior da Alemanha e seque dão as caras na rua em retribuição a tudo o que a cidade fez por eles e para eles. Seria, no mínimo, educado.
Sorry Sloth
Talvez fosse melhor, numa hora dessas, ser japonês, australiano, croata, ganês, mexicano ou argentino. Ao menos, eles perderam depois de brigar com muita vontade e determinação. Ao menos, não foram covardes. Limitados, talvez. Covardes, isso não. O fato é que estou extremamente desapontado com esse time. Desapontado com o fato de que em uma das poucas coisas que o Brasil deveria dar aula, "ditar cátedra" e ser o maior exemplo positivo, o Brasil foi, hoje, exemplo do que não se deve fazer em qualquer situação. Um time medíocre, covarde, sem vontade e apático (e não me interessa se essas palavras todas tenham significado parecido, hoje, em campo, fomos um lixo). Merecemos a derrota.
Depois desses dias de torcida em vão. Depois de dias na expectativa de uma boa atuação do Brasil, chega ao fim a Copa do Mundo. Sim, para nós. Agora restam quatro: Alemanha, Itália, Portugal e França. Dos quatro, dois deles mostraram vontade em campo desde o primeiro jogo: Alemanha e Portugal. Talvez seja a melhor final possível com as opções que nos restam. Bom, não temos opção alguma, né? Já estamos no próximo vôo. Agora é esperar mais quatro anos, torcer para que o Parreira seja demitido, para que nunca mais a estranha caixinha de surpresas chamada CBF (Confederação Brasileira de Futebol) contrate alguém como o Parreira e, claro, torcer para que classifiquemos para a Copa de 2010, na África do Sul, e não mostremos ao mundo como não se portar em campo. Fica registrado o dia 1o. de julho de 2006, como o dia que 7 jogadores brasileiros deram o maior exemplo do que ocorre quando não há empenho ou vontade naquilo que se faz. Sabe o que acontece? NADA
Agora, de volta a realidade. Chega de interrupções na semana por causa de futebol, de quebradeira nas ruas ou de encher a cara na esquina. Talvez seja uma boa hora de observarmos esportes menos populares ou de menor expressão no Brasil, mas que, sem dúvida, podem ser interessantes e nos mostrar (mostrar aos jogadores do Brasil na Copa 2006) um pouco do que é ter vontade, determinação e garra. Vai ai a dica do mês: Le Tour de France. Acho que todos esses jogadores têm ESPN em casa, né?
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